Cuenca tem aquele charme raro das cidades que não precisam disputar atenção com grandes monumentos para conquistar quem chega. Basta caminhar por suas ruas históricas para perceber a elegância dos casarões coloniais, as igrejas, as praças, os mercados e os detalhes que revelam uma cidade profundamente ligada às suas tradições. Declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, Cuenca reúne história, arquitetura, artesanato, religiosidade e gastronomia em um cenário que convida a caminhar sem pressa.
Durante minha passagem pela cidade, tive a oportunidade de conhecer Cuenca em um tour guiado com a Secretaria de Turismo, experiência que tornou o passeio ainda mais especial. Com acompanhamento local, pude conhecer lugares importantes do Centro Histórico, mas também descobrir espaços e histórias que provavelmente passariam despercebidos em uma caminhada independente. Afinal, uma cidade pode ser bonita aos olhos, mas quando alguém que conhece sua história nos mostra seus detalhes, ela ganha novas camadas.
Neste artigo, vou compartilhar o que fazer em Cuenca a partir das experiências que vivi durante esse roteiro, passando por mercados, igrejas, praças, museus, espaços de artesanato, construções históricas e experiências gastronômicas. São lugares que ajudam a entender não apenas o patrimônio de Cuenca, mas também a identidade de seus moradores e a maneira como passado e presente convivem no cotidiano.
Resumo do Post:
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O QUE FAZER EM CUENCA
Se você ainda não leu o meu Guia Completo de Cuenca, vale começar por lá. No guia, reúno as informações essenciais para planejar a viagem, enquanto aqui o convite é outro: vamos caminhar por Cuenca juntas, conhecer seus lugares e descobrir por que essa cidade merece um espaço especial em um roteiro pelo Equador.
1. Museo del Sombrero de Paja Toquilla
Se existe um símbolo que acompanha Cuenca para muito além de suas fronteiras, é o famoso chapéu de paja toquilla. E aqui cabe uma curiosidade que costuma surpreender muita gente: apesar de ser conhecido mundialmente como Panama Hat, ele é genuinamente equatoriano. O tradicional tecido do chapéu de paja toquilla foi inscrito, em 2012, na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, reconhecendo não apenas o produto final, mas todo o conhecimento e a técnica artesanal transmitidos de geração em geração.
Durante o tour guiado pela Secretaria de Turismo de Cuenca, visitar o Museo del Sombrero de Paja Toquilla foi uma oportunidade de conhecer de perto essa tradição que faz parte da identidade cultural da cidade. O espaço preserva a memória dessa atividade artesanal e mostra como as habilidosas mãos dos artesãos transformam a fibra da paja toquilla em chapéus de diferentes modelos e níveis de acabamento. Mais do que uma peça bonita para levar na mala, o chapéu representa conhecimento, trabalho e uma tradição que atravessa gerações.
Uma das coisas mais interessantes é perceber que o processo está muito distante da ideia de uma simples peça de palha trançada. A fibra utilizada vem de uma palmeira característica da costa equatoriana e passa por diferentes etapas de preparação antes de chegar às mãos dos tecelões. Dependendo da qualidade e da delicadeza do trabalho, a confecção de um chapéu pode levar de um dia a até oito meses. Nos exemplares mais finos, a precisão do tecido impressiona e revela por que essa tradição alcançou reconhecimento internacional.

Minha experiência no Museo del Sombrero
Para mim, conhecer o museu foi também uma daquelas experiências que nos fazem olhar para um objeto cotidiano com outros olhos. Depois de saber quanto conhecimento, paciência e habilidade existem por trás de cada trama, o chapéu deixa de ser apenas um acessório charmoso e passa a carregar uma história. E confesso: estando em Cuenca, a vontade de experimentar um deles fica praticamente irresistível! Afinal, viajante que tem chapéu e pezinhos nervosinhos precisa honrar a própria reputação.
Olhar da viajante solo 50+
Para quem viaja sozinha, considero esse tipo de visita especialmente interessante porque não exige grandes deslocamentos nem preparo físico. O museu está em uma área central de Cuenca e pode ser facilmente combinado com outras atrações do Centro Histórico. Além disso, é uma experiência que acrescenta contexto cultural ao roteiro, algo que faz toda diferença quando queremos conhecer um destino para além das fotografias bonitas.
Informações práticas
O Museo del Sombrero de Paja Toquilla fica na Calle Larga 10-41, esquina com Padre Aguirre, próximo ao Mercado 10 de Agosto. Informações oficiais de turismo de Cuenca indicam visitas guiadas, espaço de exposição, oficina artesanal, loja e área para fotografias. O material turístico municipal mais recente informa entrada de US$ 1 para adultos e US$ 0,50 para crianças e pessoas da terceira idade, com possibilidade de utilizar o valor da entrada na compra de um chapéu ou no serviço de cafeteria. Como horários e valores podem sofrer alterações, vale confirmar antes da visita.
Vale a pena?
Sim, e muito! O Museo del Sombrero de Paja Toquilla é uma ótima parada para quem quer entender uma das tradições artesanais mais emblemáticas do Equador. É uma visita curta, culturalmente rica e muito fotogênica, além de perfeita para começar a descobrir Cuenca por aquilo que suas mãos sabem fazer há gerações.
E se você sair de lá apaixonada por um belo chapéu equatoriano, não diga que eu não avisei. Afinal, algumas lembranças cabem na mala. Outras, além de caber, ganham a cabeça e viram parte da viagem.

2. Mercado 10 de Agosto
Depois de conhecer a tradição por trás do famoso chapéu de paja toquilla, é hora de entrar em um dos espaços mais autênticos de Cuenca: o Mercado 10 de Agosto. Localizado no Centro Histórico, o mercado faz parte da rotina dos moradores e revela uma cidade muito mais cotidiana, onde produtos frescos, sabores, costumes e tradições populares dividem o mesmo espaço. Para quem gosta de conhecer um destino também pelo que acontece longe dos cartões-postais, esta é uma parada que vale incluir no roteiro.
Caminhar pelos corredores é uma experiência para os sentidos. Frutas, verduras, carnes, ervas, flores, produtos típicos e preparações da culinária equatoriana aparecem em meio ao movimento dos vendedores e compradores. É justamente essa atmosfera que torna o mercado tão interessante: aqui, não estamos diante de uma atração criada apenas para turistas, mas de um lugar que continua cumprindo sua função no dia a dia da população. Observar essa dinâmica é uma maneira deliciosa de perceber hábitos e costumes que dificilmente aparecem em um roteiro convencional.
Durante o tour guiado pela Secretaria de Turismo de Cuenca, a visita ganhou ainda mais significado porque pudemos conhecer o mercado acompanhadas por quem entende a história e a cultura da cidade. Entre uma banca e outra, fica evidente como a gastronomia e os conhecimentos tradicionais continuam presentes na vida dos moradores. E, para uma viajante curiosa como eu, mercados são sempre uma espécie de janela aberta para a alma de um destino.
Minha experiência no Mercado 10 de Agosto
Minha passagem pelo mercado foi uma oportunidade de observar Cuenca em movimento, sem filtros e sem a formalidade dos grandes monumentos. Gosto especialmente desses lugares porque eles permitem enxergar o destino de uma maneira muito mais próxima. Aqui, o olhar se perde entre cores, aromas e cenas do cotidiano, e cada corredor parece contar uma pequena história.
Também é um daqueles lugares em que vale guardar a câmera por alguns minutos e simplesmente observar. A graça está justamente nos detalhes: a conversa entre vendedores, o movimento das compras, os produtos que talvez sejam completamente diferentes daqueles que encontramos nos mercados brasileiros e as pequenas cenas que acontecem naturalmente diante dos nossos olhos.
Olhar da viajante solo 50+
Para quem viaja sozinha, o Mercado 10 de Agosto é uma experiência interessante porque está inserido no roteiro do Centro Histórico e pode ser visitado junto com várias outras atrações. O movimento é intenso, então vale manter atenção aos pertences, especialmente nos horários mais movimentados. Fora isso, é um passeio que não exige planejamento complicado e permite conhecer um lado muito mais genuíno de Cuenca.
Minha sugestão é não passar correndo. Reserve um tempo para caminhar pelos corredores, observar os produtos e, se tiver oportunidade, conversar com os vendedores. Em viagens solo, esses pequenos encontros podem transformar uma simples visita em uma lembrança especial.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca, na área da Calle Larga, próximo a outras atrações importantes da região.
O que encontrar: frutas, verduras, carnes, flores, ervas, produtos tradicionais, alimentos preparados e itens utilizados no cotidiano dos moradores.
SLDICAS: combine a visita com o Museo del Sombrero de Paja Toquilla e outras atrações do Centro Histórico. Assim, você aproveita melhor o tempo e faz boa parte do percurso a pé.
Vale a pena?
Sim! Principalmente se você quiser conhecer Cuenca para além de suas igrejas, praças e edifícios históricos. O Mercado 10 de Agosto mostra uma cidade viva, cotidiana e profundamente ligada às suas tradições.
E existe uma regra não escrita para visitar mercados pelo mundo: entre com os olhos bem abertos e deixe a curiosidade comandar o passeio. O roteiro agradece. E os pezinhos nervosinhos também!
INTERNET E CONECTIVIDADE
Poder usar seu celular em todas as cidades do Equador ou em qualquer outro lugar do mundo além de ser ótimo, é muito útil. Conectado, você usa os aplicativos dos pontos turísticos e das cidades, acessa aplicativos de cupons de desconto, aluga carro, usa o GPS, pesquisa endereços e horários dos lugares, consulta a previsão do tempo, fica conectado com todo mundo através de aplicativos e, lógico, posta suas fotos da viagem para o Equador nas redes sociais.
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3. CEMUART: La Casa del Artesano
Se existe um lugar em Cuenca capaz de traduzir a força do artesanato equatoriano em um único endereço, é o CEMUART – Centro Municipal Artesanal, conhecido como La Casa del Artesano. Instalado em uma construção de valor histórico no Centro da cidade, o espaço reúne artesãos e manifestações tradicionais que ajudam a preservar a identidade cultural de Cuenca e de diferentes regiões do Equador.
A visita permite conhecer uma variedade de trabalhos artesanais, com peças que revelam a diversidade de técnicas, materiais e saberes transmitidos entre gerações. Tecelagem, cerâmica, madeira, joalheria e outros trabalhos manuais aparecem lado a lado, mostrando que o artesanato equatoriano está muito além das lembrancinhas convencionais. Cada peça carrega um pouco da história de quem a produziu e da cultura que representa.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo de Cuenca, conhecer o CEMUART foi uma oportunidade de perceber justamente essa dimensão do artesanato. O espaço valoriza o trabalho dos mestres artesãos e aproxima o visitante de uma produção que continua fazendo parte da economia e da identidade local. Para mim, foi especialmente interessante observar como técnicas tradicionais conseguem permanecer atuais sem perder sua essência.
Minha experiência no CEMUART
Gostei da proposta do espaço porque ele nos convida a olhar para o artesanato com mais atenção. Em vez de simplesmente escolher uma peça bonita para levar na mala, começamos a perceber o tempo, a habilidade e a criatividade envolvidos em sua produção.
E talvez essa seja uma das melhores lembranças que uma viagem pode proporcionar: voltar para casa com alguma coisa que tenha uma história por trás. Uma peça artesanal pode ocupar pouco espaço na bagagem, mas carregar uma memória enorme. E, convenhamos, depois de tantos quilômetros percorridos, uma lembrança que não seja fabricada em série ganha pontos extras na mala da viajante.
Olhar da viajante solo 50+
O CEMUART é uma boa parada para quem viaja sozinha porque combina cultura, compras e contato com a produção local sem exigir grandes deslocamentos. Também é um daqueles lugares em que podemos conhecer melhor a identidade do destino antes de decidir o que levar para casa.
Minha dica é observar as peças com calma e, sempre que possível, perguntar sobre sua origem, material e processo de produção. Quando sabemos quem fez e como foi feito, a compra deixa de ser apenas consumo e passa a fazer parte da própria experiência de viagem.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca.
O que encontrar: artesanato produzido por artistas e mestres artesãos, com diferentes técnicas e materiais.
SLDICAS: inclua o CEMUART em um roteiro a pé pelo Centro Histórico e aproveite para conhecer outros espaços culturais e históricos da região.
Vale a pena?
Sim! Especialmente para quem valoriza cultura, arte e produtos que tenham identidade local. O CEMUART é uma oportunidade de conhecer um pouco mais do Equador pelas mãos de seus artesãos e, quem sabe, encontrar aquela lembrança especial que vai fazer a viagem continuar viva depois da volta para casa.
E no nosso caso, a visita ainda teve um capítulo muito especial. Dentro do próprio CEMUART, encontramos uma história que merece um espaço só para ela: a trajetória do luthier e musicólogo equatoriano Adolfo Adrovo Ochoa.
4. Adolfo Adrovo Ochoa: quando a música ancestral ganha vida pelas mãos de um mestre
Dentro do CEMUART, encontramos uma experiência que, para mim, foi muito além de uma simples visita a um espaço de artesanato. Fomos recebidas por Adolfo Adrovo Ochoa, luthier e musicólogo equatoriano, natural de Azuay, que há quase 50 anos dedica sua vida à música, à pesquisa e à preservação do patrimônio sonoro ancestral dos Andes. Reconhecido como artesão patrimonial do CEMUART, ele nos recebeu em seu espaço e compartilhou um pouco de sua trajetória, marcada por décadas de dedicação à cultura e à música.
Formado em musicologia, Adolfo também foi professor de música por mais de 30 anos. Paralelamente à atividade docente e à pesquisa, dedicou-se à construção de réplicas de instrumentos ancestrais andinos, entre eles apitos de argila, flautas e outros instrumentos tradicionais. Seu trabalho ultrapassou as fronteiras do Equador e alcançou projeção internacional, levando seu conhecimento sobre o patrimônio sonoro dos Andes para além de seu país.
O espaço onde fomos recebidas é, ao mesmo tempo, oficina, museu e loja. É ali que pesquisa, memória e criação se encontram. Entre instrumentos e peças produzidas por suas mãos, o visitante consegue perceber que não se trata apenas de reproduzir objetos antigos, mas de pesquisar e manter viva uma parte importante da memória cultural andina. Cada instrumento representa uma possibilidade de reencontrar sons, técnicas e conhecimentos que atravessaram gerações.
Minha experiência com Adolfo Adrovo Ochoa
O que mais me chamou a atenção durante nosso encontro foi perceber o amor pelo que ele faz. Ao contar sua trajetória, Adolfo deixava transparecer o vínculo profundo com a música e com o patrimônio que escolheu estudar e preservar. Há algo muito especial em ouvir uma pessoa falar sobre quase cinco décadas dedicadas a uma mesma paixão. A experiência ganha outra dimensão quando estamos diante de alguém que não apenas pesquisa a história, mas também coloca as mãos na matéria e transforma conhecimento em instrumento.
Entre tantas peças, os apitos de argila foram os que mais despertaram minha curiosidade. Pequenos, delicados e carregados de significado, eles me fizeram pensar em como os povos ancestrais encontravam maneiras de transformar materiais simples em instrumentos capazes de produzir sons e transmitir cultura.
Outro detalhe que ficou na minha memória foi um painel de fotografias com diferentes fases da vida de Adolfo. Olhar aquelas imagens depois de ouvir sua trajetória foi como percorrer, visualmente, uma parte de sua história. O painel dava ao espaço uma dimensão ainda mais pessoal e ajudava a mostrar que, por trás dos instrumentos e das pesquisas, existe uma vida inteira dedicada à música.
Olhar da viajante solo 50+
Experiências como essa têm um valor especial para quem viaja sozinha. Não são necessariamente aquelas atrações que aparecem em primeiro lugar nas listas de “lugares imperdíveis”, mas podem se transformar nas lembranças mais significativas da viagem. Afinal, conhecer um destino também significa encontrar pessoas que dedicaram a própria vida a preservar aquilo que faz aquela cultura ser única.
Para mim, esse encontro mostrou mais uma vez porque os tours guiados por profissionais que conhecem profundamente o destino podem acrescentar tanto a uma viagem. Se estivéssemos apenas caminhando pelo Centro Histórico, talvez passássemos pelo CEMUART, víssemos as peças e seguíssemos adiante. Com a mediação do tour, tivemos a oportunidade de conhecer o homem por trás daquele trabalho e ouvir sua história diretamente dele.
Informações práticas
Local: CEMUART – Centro Municipal Artesanal, La Casa del Artesano, Cuenca.
O espaço: funciona como oficina, museu e loja, reunindo instrumentos e trabalhos relacionados à pesquisa e à preservação do patrimônio sonoro ancestral dos Andes.
Experiência: vale reservar um tempo para observar os instrumentos, conhecer as peças expostas e, quando possível, conversar com o artesão sobre seu trabalho e sua trajetória.
Vale a pena?
Com certeza! Especialmente para quem gosta de experiências culturais que aproximam o visitante das pessoas e das histórias que formam um destino. Conhecer Adolfo Adrovo Ochoa foi uma das experiências mais singulares do nosso tour por Cuenca, justamente porque nos permitiu enxergar a cidade por meio de sua memória musical.
E talvez seja esse o grande presente de uma viagem: você sai procurando lugares e acaba encontrando histórias. E algumas delas permanecem conosco muito depois de os pezinhos nervosinhos já terem voltado para casa.
5. Plaza San Francisco e Igreja de San Francisco
A Plaza San Francisco é um daqueles lugares em Cuenca onde vale a pena diminuir o passo e simplesmente olhar ao redor. Cercada por construções históricas e pelo movimento cotidiano do Centro Histórico, a praça reúne comércio, arquitetura e tradição em um cenário que ajuda a revelar a personalidade da cidade. E existe ainda um detalhe que torna o lugar especialmente fotogênico: dali, é possível apreciar as cúpulas azuis da Catedral da Imaculada Conceição, que aparecem entre os edifícios e criam uma das imagens mais características de Cuenca.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, conhecemos a praça e a Igreja de San Francisco, um dos templos religiosos tradicionais do centro da cidade. A presença franciscana em Cuenca está ligada à própria formação histórica do núcleo urbano e faz da igreja mais um capítulo importante da herança religiosa e arquitetônica local. O conjunto merece ser observado com calma, especialmente por quem gosta de perceber como diferentes períodos da cidade convivem no mesmo espaço.
A igreja chama atenção pela arquitetura e pelo caráter histórico do conjunto, mas a experiência de estar ali também está na própria praça. Entre uma construção e outra, vendedores, moradores, visitantes e o comércio local dão movimento ao cenário. É aquela combinação que adoro encontrar durante uma viagem: um lugar historicamente importante que continua fazendo parte da vida cotidiana da cidade.
Minha experiência na Plaza San Francisco
O que mais gostei na Plaza San Francisco foi justamente a possibilidade de observar Cuenca em diferentes planos. De um lado, a igreja e a arquitetura histórica; de outro, a movimentação da cidade; e, ao fundo, as cúpulas azuis da Catedral Nova aparecendo como uma espécie de assinatura visual.
É um daqueles lugares em que a fotografia praticamente acontece sozinha. Basta encontrar o ângulo certo, levantar os olhos e deixar que as cúpulas façam o restante do trabalho. E, claro, eu não poderia perder a oportunidade de registrar esse cenário. Afinal, alguns lugares pedem informação; outros pedem simplesmente um clique e alguns segundos de contemplação.
Olhar da viajante solo 50+
A Plaza San Francisco funciona muito bem para quem viaja sozinha porque está integrada ao roteiro do Centro Histórico e permite conhecer vários atrativos caminhando. É também um bom lugar para fazer uma pausa entre uma visita e outra, observar o movimento e escolher novos ângulos para fotografar.
Como em qualquer área central e movimentada, vale manter os cuidados básicos com pertences pessoais, principalmente ao fotografar ou utilizar o celular. Fora isso, é uma parada tranquila e fácil de encaixar em um roteiro a pé.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca.
O que visitar: Plaza San Francisco e Igreja de San Francisco.
Destaque fotográfico: a vista das cúpulas azuis da Catedral da Imaculada Conceição a partir da região da praça.
SLDICAS: combine a visita com o CEMUART, o Mercado 10 de Agosto e outros atrativos do Centro Histórico. O melhor de Cuenca está justamente nessa possibilidade de descobrir vários lugares caminhando.
Vale a pena?
Sim! A Plaza San Francisco e a Igreja de San Francisco são ótimas paradas para quem quer conhecer a Cuenca histórica sem abrir mão de observar a cidade em seu ritmo cotidiano. E, para quem gosta de fotografia, a vista das cúpulas azuis já é motivo suficiente para colocar a praça no roteiro.
Porque em Cuenca descobri que, às vezes, não é preciso procurar um mirante para encontrar uma bela vista. Basta estar na praça certa, olhar para cima e deixar as famosas cúpulas azuis roubarem a cena.
6. Agua de Pitima e Santuário Mariano
Entre igrejas, mercados e construções históricas, o tour guiado pela Secretaria de Turismo de Cuenca também nos levou a conhecer um espaço ligado à tradição religiosa e à devoção popular: a Agua de Pitima, associada ao Santuário Mariano. É uma experiência que acrescenta outra camada ao roteiro, mostrando como fé, memória e tradição continuam presentes na vida cultural da cidade.
A Agua de Pitima está relacionada a uma tradição religiosa de Cuenca e é conhecida entre os devotos por sua importância espiritual. Mais do que observar o espaço como uma atração turística, a visita permite compreender como determinadas práticas e crenças fazem parte da identidade de uma comunidade. Para quem vem de fora, é uma oportunidade de conhecer uma manifestação cultural que talvez não apareça em um roteiro convencional pelo Centro Histórico.
O Santuário Mariano, por sua vez, reforça esse ambiente de devoção. O espaço convida a uma visita mais silenciosa e contemplativa, especialmente depois de percorrer regiões mais movimentadas da cidade. É interessante perceber como Cuenca consegue alternar, em poucos minutos de caminhada, o movimento das ruas e mercados com lugares onde o ritmo naturalmente desacelera.
Minha experiência
Para mim, essa foi uma daquelas paradas que acrescentam profundidade ao roteiro justamente por apresentar um aspecto diferente da cidade. Depois de conhecer o artesanato, os mercados e a arquitetura histórica, entrar em contato com uma tradição religiosa permite enxergar Cuenca por outro ângulo.
O mais interessante nesses momentos é não visitar apenas com o olhar de turista, mas tentar compreender o significado que aquele lugar possui para quem vive ali. Cada destino tem suas próprias formas de expressar fé, memória e pertencimento, e conhecer essas manifestações também faz parte de viajar com curiosidade e respeito.
Olhar da viajante solo 50+
Para quem viaja sozinha, experiências culturais e religiosas como essa podem ser especialmente interessantes porque não dependem de grandes deslocamentos nem de uma programação complexa. Além disso, são oportunidades de conhecer um lado mais profundo do destino, especialmente quando a visita é acompanhada por alguém que pode contextualizar a tradição.
Minha sugestão é entrar com respeito, observar o ambiente e evitar transformar um espaço de devoção em simples cenário para fotografias. A experiência fica muito mais significativa quando conseguimos conciliar curiosidade com sensibilidade.
Informações práticas
Local: região do Centro Histórico de Cuenca.
Experiência: visita cultural e religiosa ligada à tradição da Agua de Pitima e ao Santuário Mariano.
SLDICAS: por se tratar de um espaço de caráter religioso, confirme previamente as condições de visitação e respeite eventuais celebrações, horários de culto e orientações locais.
Vale a pena?
Sim, especialmente para quem gosta de conhecer a cultura de um destino para além dos monumentos mais famosos. A Agua de Pitima e o Santuário Mariano acrescentam ao roteiro uma dimensão de fé e tradição que ajuda a compreender melhor a identidade cultural de Cuenca.
E talvez essa seja uma das grandes riquezas de viajar: descobrir que uma cidade não se revela apenas pelas pedras de seus edifícios, mas também pelas crenças, histórias e tradições que continuam dando sentido a esses lugares.
7. Mercado de Flores
Poucos lugares conseguem transformar uma caminhada pelo Centro Histórico em uma experiência tão colorida e perfumada quanto o Mercado de Flores de Cuenca. Cercado pela arquitetura histórica da cidade, o mercado reúne flores de diferentes espécies e cores, criando um cenário delicado que contrasta lindamente com as construções antigas ao redor. É uma parada rápida, mas daquelas que ficam na memória.
O mercado faz parte do cotidiano da cidade e está ligado à tradição de comercialização de flores, especialmente em uma região conhecida pela produção de flores de qualidade. Para quem visita Cuenca, mais do que um simples lugar para comprar flores, é uma oportunidade de observar um aspecto muito bonito da vida local e perceber como esses pequenos espaços também ajudam a compor a identidade urbana.
Durante nosso tour guiado com a Secretaria de Turismo, a visita ao mercado foi mais um daqueles momentos em que a cidade se revelou nos detalhes. Depois de conhecer igrejas, museus e construções históricas, encontrar um espaço tão cheio de cores cria uma pausa agradável no roteiro.
Minha experiência no Mercado de Flores
Confesso: é impossível passar por um lugar assim e não querer fotografar tudo!
As flores acrescentam cor ao passeio e criam uma atmosfera completamente diferente daquela encontrada em outros pontos do Centro Histórico. Gostei justamente dessa mudança de ritmo. Em meio às construções históricas e às ruas de pedra, o mercado aparece quase como um pequeno jardim urbano.
É também um daqueles lugares em que não precisamos de muito tempo para aproveitar a experiência. Caminhar, observar as bancas, escolher alguns detalhes para fotografar e sentir os aromas já são suficientes para guardar a lembrança.
Olhar da viajante solo 50+
O Mercado de Flores é uma parada fácil para quem viaja sozinha e está explorando o Centro Histórico a pé. Não exige grande planejamento e pode ser encaixado entre outras atrações da região.
Minha dica é aproveitar a visita sem pressa, mas também sem transformar o mercado em uma parada longa. Ele funciona perfeitamente como uma pausa visual e sensorial entre atrações maiores. E, para quem produz conteúdo de viagem, prepare o celular: as flores sabem muito bem trabalhar para a câmera.
Informações práticas
Localização: região central de Cuenca, junto a outros importantes atrativos do Centro Histórico.
O que encontrar: flores de diferentes espécies, cores e variedades, comercializadas para moradores e visitantes.
SLDICAS: combine a visita com a Catedral da Imaculada Conceição, o Parque Calderón e outros pontos históricos próximos.
Vale a pena?
Sim! Principalmente pela beleza, pelas cores e pela possibilidade de conhecer mais um pedacinho do cotidiano de Cuenca. Não é uma atração que exige horas, mas é exatamente o tipo de parada que deixa o roteiro mais bonito e mais sensorial.
Porque viajar também é isso: entre uma igreja e outra, encontrar flores pelo caminho.
8. Seminário San Luis: história que se abre para um pátio cheio de vida
No coração do Centro Histórico de Cuenca, o Seminário San Luis guarda uma combinação que achei especialmente interessante: por trás de sua arquitetura de inspiração colonial existe um espaço que hoje ganhou uma atmosfera mais descontraída, com cafés e restaurantes instalados em seu pátio interno. É aquele tipo de lugar que surpreende justamente porque mistura patrimônio histórico e vida contemporânea de uma maneira muito natural.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, tivemos a oportunidade de conhecer o seminário e entrar em seu pátio interno, onde a arquitetura colonial cria um cenário muito bonito para os estabelecimentos que ocupam o espaço. As paredes, os arcos e os detalhes construtivos preservam a atmosfera histórica, enquanto mesas, cafés e restaurantes trazem movimento e uma utilização contemporânea ao conjunto.
Essa convivência entre passado e presente é uma das características que mais gosto de encontrar durante uma viagem. O patrimônio deixa de ser apenas algo para contemplar de longe e passa a fazer parte da vida cotidiana. Em vez de permanecer congelado no tempo, o espaço continua sendo frequentado, utilizado e descoberto por novas gerações.
Minha experiência no Seminário San Luis
O que mais gostei foi justamente a surpresa ao chegar ao pátio. A expectativa de encontrar apenas um espaço histórico dá lugar a um ambiente muito mais acolhedor e cheio de vida. É um daqueles cantinhos que pedem uma pausa, uma fotografia e, se houver tempo no roteiro, até um café.
Também achei interessante observar como os elementos coloniais funcionam como moldura para a vida atual. Pessoas conversando, mesas ocupadas e o movimento dos restaurantes convivem com uma arquitetura que conta uma história muito mais antiga. É uma cena que resume bem uma das coisas que mais me encantam em cidades históricas: o passado não precisa desaparecer para o presente existir.
Olhar da viajante solo 50+
Para quem viaja sozinha, o pátio do Seminário San Luis é uma ótima opção para fazer uma pausa durante a caminhada pelo Centro Histórico. Um café ou uma refeição em um ambiente agradável pode ser especialmente bem-vindo depois de algumas horas percorrendo igrejas, museus, mercados e ruas históricas.
Além disso, é um espaço interessante para quem gosta de fotografar arquitetura. Os detalhes do pátio oferecem vários enquadramentos, especialmente quando conseguimos incluir os elementos históricos e o movimento dos cafés e restaurantes.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca.
O que conhecer: o conjunto histórico do Seminário San Luis e seu pátio interno, onde funcionam cafés e restaurantes.
SLDICAS: aproveite a visita para observar os detalhes arquitetônicos antes de escolher um lugar para fazer uma pausa. O pátio é daqueles espaços em que vale olhar para cima, para os lados e para os pequenos detalhes.
Vale a pena?
Sim! Principalmente para quem gosta de lugares que combinam história e vida contemporânea. O Seminário San Luis mostra que um patrimônio histórico pode continuar integrado ao cotidiano da cidade e, ao mesmo tempo, oferecer ao visitante um espaço agradável para descansar.
E aqui fica uma das minhas pequenas descobertas em Cuenca: às vezes, a melhor surpresa de um prédio histórico está justamente do outro lado da porta.


9. Catedral da Imaculada Conceição: as famosas cúpulas azuis de Cuenca
Se existe uma imagem que imediatamente remete a Cuenca, são as cúpulas azuis da Catedral da Imaculada Conceição, também conhecida como Catedral Nueva. Localizada diante do Parque Calderón, no coração do Centro Histórico, a igreja é um dos grandes símbolos arquitetônicos da cidade e uma parada praticamente obrigatória para quem visita Cuenca.
A construção da catedral começou no século XIX e seu projeto combina diferentes referências arquitetônicas, entre elas elementos românicos, góticos e renascentistas. Mas são mesmo as grandes cúpulas revestidas de azulejos azuis que roubam a cena. Elas se tornaram uma espécie de assinatura visual de Cuenca e aparecem em diferentes pontos do Centro Histórico, criando belíssimos enquadramentos entre os casarões e as ruas da cidade.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, tivemos a oportunidade de conhecer a Catedral da Imaculada Conceição de perto e observar detalhes que muitas vezes passam despercebidos quando simplesmente fotografamos sua fachada. O interior impressiona pela dimensão do espaço e pela riqueza dos elementos religiosos, enquanto a própria construção revela a importância que o templo ocupa na história e na paisagem urbana de Cuenca.
Minha experiência na Catedral
Confesso que as cúpulas já tinham conquistado minha atenção antes mesmo de chegar até elas. É impossível caminhar por Cuenca e não encontrar, em algum momento, aquele azul aparecendo entre os edifícios. Mas estar diante da Catedral é diferente. Quando conseguimos observar a construção de perto, percebemos a grandiosidade do conjunto e entendemos por que ela se tornou um dos grandes cartões-postais da cidade.
Gostei especialmente de poder conhecer a Catedral durante um roteiro guiado, porque o contexto histórico acrescenta muito à visita. Em cidades com um patrimônio arquitetônico tão rico, saber o que estamos olhando transforma completamente a experiência. A fachada deixa de ser apenas bonita e passa a contar uma história.
Olhar da viajante solo 50+
A Catedral da Imaculada Conceição é uma atração muito fácil de incluir em um roteiro independente pelo Centro Histórico. Sua localização central permite combinar a visita com o Parque Calderón, a Catedral Vieja, a Calle Santa Ana, o Mercado de Flores e diversos outros pontos que podem ser percorridos a pé.
Para quem viaja sozinha, gosto especialmente de atrações como essa porque podemos visitá-las no nosso próprio ritmo. Não é preciso ter pressa para seguir um grupo nem depender de transporte para chegar ao próximo ponto. Basta caminhar, observar e deixar Cuenca acontecer ao redor.
Informações práticas
Localização: Parque Calderón, Centro Histórico de Cuenca.
Destaque: as famosas cúpulas azuis, um dos maiores símbolos visuais da cidade.
SLDICAS: reserve alguns minutos para observar a Catedral também de diferentes pontos do Centro Histórico. As cúpulas aparecem em enquadramentos muito bonitos entre as construções antigas.
E não deixe de conhecer o terraço da Catedral. A experiência muda completamente quando você sobe e vê Cuenca de cima. Mas essa história merece um capítulo próprio…
Vale a pena?
Com certeza! A Catedral da Imaculada Conceição é uma das visitas essenciais para quem está conhecendo Cuenca. Pela arquitetura, pela importância histórica e, claro, pelas extraordinárias cúpulas azuis que se tornaram um dos símbolos mais reconhecíveis da cidade.
E se você acha que já encontrou o melhor ângulo das famosas cúpulas… espere até subir ao terraço.

10. Terraço da Catedral: Cuenca aos pés e as cúpulas azuis diante dos olhos
Se a Catedral da Imaculada Conceição já impressiona vista da rua, espere até chegar ao seu terraço panorâmico. Lá do alto, a perspectiva muda completamente e Cuenca se revela em uma composição de telhados, construções históricas, montanhas ao redor e, em primeiro plano, as famosas cúpulas azuis da Catedral. É uma daquelas experiências em que a fotografia ajuda a guardar o momento, mas não consegue traduzir inteiramente o que os olhos estão vendo.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, tivemos a oportunidade de subir ao terraço e, para mim, esse foi um dos grandes momentos do passeio pelo Centro Histórico. A vista é realmente surreal de tão linda. As cúpulas ficam ainda mais impressionantes quando observadas de perto, enquanto o Parque Calderón aparece integrado à paisagem urbana. Lá de cima, também conseguimos perceber melhor como o Centro Histórico se organiza e como a arquitetura de Cuenca se espalha pelo entorno.
O mais interessante é que o terraço oferece uma perspectiva que simplesmente não existe no nível da rua. Depois de passar por praças, igrejas e ruas históricas, olhar a cidade de cima ajuda a juntar todas essas peças em uma única imagem. É quase como se Cuenca, que até então vinha sendo descoberta aos poucos, resolvesse finalmente se apresentar inteira.
Minha experiência no terraço
Confesso que foi um daqueles momentos em que a primeira reação é simplesmente parar e olhar. E depois olhar de novo.
As cúpulas azuis, que já tinham aparecido diversas vezes durante nossa caminhada, ganharam uma dimensão completamente diferente. Ali, tão próximas, contrastando com os telhados e com o restante da paisagem, elas parecem ainda mais grandiosas.
E foi impossível não fotografar. Muito. Mas entre uma foto e outra, fiz questão de simplesmente apreciar a vista. Há momentos de viagem em que a gente percebe que não precisa acrescentar nada à experiência. Basta estar ali.
Olhar da viajante solo 50+
Para quem viaja sozinha, mirantes e terraços como esse têm um encanto especial. Podemos ficar alguns minutos contemplando a paisagem, escolher nossos próprios ângulos para fotografar e seguir o passeio no nosso ritmo. Não há necessidade de transformar a visita em uma corrida contra o relógio.
Só recomendo atenção ao caminhar pelo terraço e às áreas próximas às bordas, especialmente enquanto fotografamos. Afinal, queremos voltar para casa com muitas fotos bonitas, mas com os pezinhos nervosinhos devidamente no chão.
Informações práticas
Local: Catedral da Imaculada Conceição, no Centro Histórico de Cuenca.
Experiência: acesso ao terraço panorâmico da Catedral para contemplar a cidade e as famosas cúpulas azuis de um ângulo privilegiado.
Destaques da vista: cúpulas azuis da Catedral, Parque Calderón e o conjunto arquitetônico do Centro Histórico.
SLDICAS: se o clima estiver favorável, reserve tempo para permanecer alguns minutos no terraço. Não tenha pressa para descer. A paisagem merece ser apreciada com calma.
Vale a pena?
ABSOLUTAMENTE! Para mim, este foi um dos pontos altos do tour por Cuenca. A vista é linda, diferente e oferece uma perspectiva privilegiada da cidade. Se você gosta de fotografia, arquitetura ou simplesmente de bons lugares para contemplar uma paisagem, coloque essa experiência no roteiro.
E aqui vai uma pequena confissão: depois de ver Cuenca lá do alto, fica difícil escolher qual é a vista mais bonita… a cidade ou os olhos brilhando de quem acabou de descobrir uma paisagem dessas.

11. Parque Calderón: o coração do Centro Histórico
Depois de contemplar Cuenca do alto do terraço da Catedral, nada melhor do que voltar ao chão e caminhar pelo Parque Calderón, a principal praça do Centro Histórico e um dos espaços mais emblemáticos da cidade. Cercado por importantes edifícios históricos e religiosos, o parque funciona como um ponto de encontro entre diferentes capítulos da história de Cuenca.
Também conhecido como Parque Abdón Calderón, o espaço homenageia o herói da independência equatoriana que dá nome à praça. Em seu entorno estão alguns dos grandes símbolos arquitetônicos da cidade, entre eles a Catedral da Imaculada Conceição e a Catedral Vieja, além de construções históricas que ajudam a compor um dos cenários urbanos mais bonitos de Cuenca.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, passar pelo parque depois de conhecer tantos outros pontos do Centro Histórico ajudou a perceber como tudo está conectado. Igrejas, ruas, edifícios, mercados e espaços culturais não aparecem isoladamente. Eles fazem parte de uma mesma paisagem histórica, e o Parque Calderón funciona quase como o ponto central a partir do qual várias dessas experiências podem ser descobertas.
Minha experiência no Parque Calderón
Depois da vista espetacular do terraço da Catedral, caminhar pelo parque foi uma mudança gostosa de perspectiva. Lá em cima, eu havia observado Cuenca como um grande conjunto arquitetônico. Aqui embaixo, pude sentir a cidade acontecendo: pessoas passando, moradores circulando, visitantes fotografando e a rotina seguindo seu curso.
Gosto especialmente de praças históricas porque elas permitem uma experiência diferente dos monumentos fechados. Não precisamos entrar em nenhum lugar para apreciar o cenário. Basta sentar, observar e perceber o movimento ao redor. E, depois de tantos passos pelo Centro Histórico, confesso que uma pequena pausa também foi muito bem-vinda.
Olhar da viajante solo 50+
O Parque Calderón é uma excelente referência para quem explora Cuenca por conta própria. Sua localização central facilita a combinação com diversas atrações que podem ser visitadas caminhando, e o entorno oferece várias possibilidades para fazer uma pausa durante o roteiro.
Para quem viaja sozinha, também é um lugar agradável para observar a vida local sem necessariamente precisar estar acompanhada. Sentar em uma praça, tomar um tempo para respirar e simplesmente observar as pessoas faz parte daquela experiência de viajar no próprio ritmo.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca.
Destaques ao redor: Catedral da Imaculada Conceição, Catedral Vieja, edifícios históricos e diversas ruas e atrações do centro.
SLDICAS: use o Parque Calderón como ponto de referência para organizar um roteiro a pé pelo Centro Histórico. A partir dele, vários dos principais atrativos ficam a curta distância.
Vale a pena?
Sim, e muito! O Parque Calderón não é apenas uma praça bonita. Ele é um dos lugares que melhor permitem compreender a dinâmica do Centro Histórico de Cuenca e observar como patrimônio e vida cotidiana convivem no mesmo espaço.
E depois de vê-lo do terraço da Catedral, minha conclusão foi simples: Cuenca é bonita de cima, mas também sabe ser encantadora quando a gente coloca os pezinhos no chão e simplesmente caminha.


12. Ex-Palácio de Justiça: um capítulo da história institucional de Cuenca
Entre as construções que cercam o Centro Histórico de Cuenca, o Ex-Palácio de Justiça, atualmente relacionado à Corte Provincial de Justiça do Azuay, apresenta uma perspectiva diferente da cidade. Se igrejas e praças nos ajudam a compreender sua história religiosa e urbana, edifícios como este revelam a importância das instituições na formação e no desenvolvimento de Cuenca.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, conhecer esse espaço foi mais uma oportunidade de observar como diferentes períodos da história da cidade permanecem presentes em sua arquitetura. O edifício integra o conjunto patrimonial do Centro Histórico e acrescenta ao roteiro uma dimensão que muitas vezes passa despercebida quando concentramos nossa atenção apenas nos grandes monumentos religiosos.
É justamente essa diversidade que torna interessante caminhar por Cuenca. Em poucos quarteirões, encontramos espaços ligados à fé, ao comércio, ao artesanato, à cultura, à administração pública e à vida cotidiana. Cada construção acrescenta uma pequena peça ao grande mosaico histórico da cidade.
Minha experiência
O que mais gostei nessa parada foi justamente sair um pouco do roteiro óbvio. Quando viajamos, é natural procurar igrejas, museus, mercados e mirantes, mas os edifícios institucionais também ajudam a contar a história de um destino.
Durante o percurso, fui percebendo que Cuenca não precisa de grandes distâncias para oferecer experiências diferentes. Basta prestar atenção ao que aparece pelo caminho. Uma fachada, uma praça ou um antigo edifício administrativo pode despertar curiosidade e nos fazer enxergar a cidade por outro ângulo.
Olhar da viajante solo 50+
Para quem viaja sozinha, o Ex-Palácio de Justiça pode ser incluído naturalmente em um roteiro a pé pelo Centro Histórico, especialmente quando combinado com as atrações que ficam nas proximidades. Não é necessário reservar um período exclusivo do dia para ele, mas vale observá-lo durante a caminhada e conhecer sua importância dentro do conjunto histórico da cidade.
Minha dica é não fazer o Centro Histórico apenas correndo de um ponto turístico ao outro. Olhe para cima, observe as fachadas e leia as placas. Muitas histórias interessantes estão justamente nos lugares pelos quais passaríamos sem parar.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca.
Destaque: edifício ligado à história institucional e judicial da cidade e do Azuay.
SLDICAS: inclua a parada durante a caminhada pelo Centro Histórico, aproveitando a proximidade com outros atrativos históricos.
Vale a pena?
Sim, especialmente para quem gosta de compreender uma cidade além de seus cartões-postais. O Ex-Palácio de Justiça acrescenta ao roteiro uma perspectiva institucional e histórica que complementa muito bem as igrejas, praças e espaços culturais visitados ao longo do passeio.
Porque, no fim das contas, uma cidade histórica não é feita apenas dos lugares que aparecem nos cartões-postais. Às vezes, a história está justamente na fachada que quase passamos direto.
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13. Catedral Vieja de Cuenca: a Iglesia del Sagrario que virou museu
Antes de a Catedral da Imaculada Conceição assumir o protagonismo no Centro Histórico, Cuenca tinha na Catedral Vieja, conhecida como Iglesia del Sagrario, um de seus principais templos religiosos. Localizada junto ao Parque Calderón, a antiga igreja é uma das construções históricas mais importantes da cidade e hoje abriga o Museo de Arte Religioso, preservando em seu interior parte da memória religiosa e artística de Cuenca.
A história do templo remonta aos primeiros tempos da cidade colonial, e sua arquitetura foi sendo transformada ao longo dos séculos. Caminhar por seus espaços permite perceber diferentes marcas desse processo e entender como a antiga igreja esteve ligada à vida religiosa de Cuenca durante gerações. Atualmente, a construção oferece ao visitante a oportunidade de conhecer não apenas sua arquitetura, mas também obras e objetos relacionados à tradição religiosa local.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, visitar a Catedral Vieja foi especialmente interessante porque ela estabelece um contraste muito bonito com a Catedral Nova, que fica praticamente diante dela. De um lado, temos a antiga igreja, marcada pelo tempo e pela história. Do outro, a grandiosa Catedral da Imaculada Conceição, com suas famosas cúpulas azuis. As duas, tão próximas, ajudam a contar diferentes momentos da evolução de Cuenca.
Minha experiência na Catedral Vieja
Gostei muito dessa visita justamente porque ela permite olhar para Cuenca através da passagem do tempo. Depois de conhecer a Catedral Nova e admirar suas dimensões e suas cúpulas azuis, entrar na antiga Catedral proporciona uma sensação completamente diferente.
Existe uma beleza especial nos lugares que carregam as marcas de várias gerações. Não é aquela beleza necessariamente exuberante ou recém-restaurada. É uma beleza que vem da memória, dos detalhes e da sensação de que muitas pessoas passaram por aquele mesmo espaço antes de nós.
E saber que o antigo templo hoje funciona como museu acrescenta outra camada à experiência. O edifício deixou de exercer sua função original, mas continua contando histórias e preservando a memória de uma cidade que mudou sem apagar completamente seu passado.
Olhar da viajante solo 50+
A Catedral Vieja é uma visita que combina muito bem com um roteiro independente pelo Centro Histórico. Sua localização junto ao Parque Calderón permite incluí-la facilmente no mesmo percurso da Catedral da Imaculada Conceição, do Mercado de Flores e de outras atrações próximas.
Para quem viaja sozinha, considero esse tipo de atração especialmente interessante porque podemos dedicar tempo aos detalhes. Em vez de apenas entrar, fotografar e sair, vale observar a arquitetura, as peças religiosas e a relação entre o antigo templo e a cidade que se desenvolveu ao seu redor.
Informações práticas
Nome: Catedral Vieja de Cuenca, também conhecida como Iglesia del Sagrario.
Atual função: Museo de Arte Religioso.
Localização: junto ao Parque Calderón, no Centro Histórico de Cuenca.
SLDICAS: combine a visita com a Catedral da Imaculada Conceição. A proximidade entre as duas permite fazer uma verdadeira viagem pela história religiosa e arquitetônica da cidade em poucos passos.
Vale a pena?
Sim! Principalmente para quem aprecia história, arquitetura e arte religiosa. A Catedral Vieja ajuda a compreender uma Cuenca mais antiga e cria um contraste fascinante com a Catedral Nova.
E existe algo poeticamente bonito nessa vizinhança: duas catedrais frente a frente, duas épocas conversando em silêncio e uma cidade inteira crescendo entre elas.
14. Calle Santa Ana: uma caminhada pela Cuenca mais antiga
Em meio às grandes igrejas, praças e construções monumentais do Centro Histórico, existe uma rua que merece ser descoberta com um olhar mais atento: a Calle Santa Ana, considerada uma das vias mais antigas e emblemáticas de Cuenca. Estreita e cercada por construções históricas, ela preserva uma atmosfera que nos transporta para os primeiros tempos da cidade e oferece uma experiência completamente diferente daquela de visitar um grande monumento.
Caminhar pela Calle Santa Ana é, acima de tudo, observar. As fachadas, as portas, os detalhes arquitetônicos e a própria configuração da rua revelam um pouco da Cuenca de outros tempos. É um daqueles lugares em que não precisamos procurar uma grande atração, porque a própria rua se transforma na experiência. Cada passo apresenta um novo detalhe e cada esquina parece guardar uma pequena história.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, conhecer a Calle Santa Ana foi uma oportunidade de perceber justamente essa dimensão mais delicada do Centro Histórico. Depois de visitar grandes catedrais e edifícios imponentes, caminhar por uma via tão antiga cria uma mudança agradável de ritmo. A cidade parece falar mais baixo, e é preciso estar atento para ouvir.
Minha experiência na Calle Santa Ana
Gostei muito dessa caminhada porque ela representa aquilo que considero uma das maiores delícias de viajar: descobrir lugares que não precisam de grandiosidade para impressionar.
A Calle Santa Ana pede um olhar curioso. É preciso caminhar sem pressa, observar as fachadas, perceber os detalhes e imaginar quantas histórias já passaram por aquele mesmo caminho. E talvez seja justamente aí que esteja seu encanto. Não é uma atração que se esgota em alguns minutos de visita. Quanto mais atenção damos, mais detalhes aparecem.
Para mim, foi também mais uma confirmação de que o Centro Histórico de Cuenca merece ser explorado a pé. Entre uma atração famosa e outra, são essas pequenas ruas que dão personalidade ao passeio.
Olhar da viajante solo 50+
A Calle Santa Ana é perfeita para quem gosta de caminhar e descobrir uma cidade no próprio ritmo. Como o percurso pelo Centro Histórico pode ser feito a pé, é fácil incluí-la entre outras atrações sem precisar criar um deslocamento específico.
Para quem viaja sozinha, minha recomendação é simples: não tenha medo de desacelerar. Nem todo momento da viagem precisa resultar em uma grande atração ou em uma fotografia espetacular. Às vezes, caminhar por uma rua histórica, observar as pessoas e prestar atenção à arquitetura já é uma experiência completa.
E, claro, escolha um calçado confortável. Afinal, depois de tantos quarteirões, os nossos já conhecidos pezinhos nervosinhos começam a apresentar suas próprias opiniões sobre o roteiro.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca.
Destaque: uma das ruas mais antigas e emblemáticas da cidade, com arquitetura histórica e atmosfera tradicional.
Como visitar: a pé, integrada ao roteiro pelo Centro Histórico.
SLDICAS: caminhe devagar e observe as fachadas. A graça da Calle Santa Ana está justamente nos detalhes.
Vale a pena?
Sim! Especialmente para quem quer sentir a atmosfera histórica de Cuenca e conhecer a cidade para além dos grandes monumentos. A Calle Santa Ana é uma experiência simples, gratuita e extremamente charmosa.
Porque há ruas que nos levam de um lugar a outro. E há ruas que nos levam para outro tempo. A Calle Santa Ana é dessas.

15. Igreja de El Carmen de la Asunción (Santuário Mariano)
Entre as igrejas que ajudam a construir a identidade do Centro Histórico de Cuenca, a Igreja de El Carmen de la Asunción ocupa um lugar especial. Localizada em uma das áreas mais tradicionais da cidade, próxima ao Mercado de Flores, a igreja integra o conjunto histórico e religioso que torna essa região tão interessante para quem percorre Cuenca a pé.
A presença do templo está ligada à tradição carmelita na cidade, e sua arquitetura contribui para a paisagem histórica do entorno. A fachada, os elementos religiosos e a proximidade com outros pontos importantes fazem da igreja uma parada que combina perfeitamente com o passeio pelo Centro Histórico. É também mais um exemplo de como Cuenca reúne, em poucos quarteirões, diferentes manifestações de sua história e de sua fé.
Durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo, conhecer a igreja foi mais uma oportunidade de observar como os templos religiosos estão profundamente integrados à paisagem urbana de Cuenca. Depois de caminhar por mercados, praças e ruas históricas, entrar em um espaço como esse proporciona uma pausa naturalmente mais tranquila.
Minha experiência
O que gostei nessa visita foi justamente a atmosfera do conjunto. A igreja está inserida em uma região muito bonita do Centro Histórico, próxima ao Mercado de Flores, e essa combinação cria um cenário especial para caminhar e fotografar.
Depois de tantos lugares grandiosos, gosto quando uma atração consegue conquistar pela delicadeza. A Igreja de El Carmen de la Asunción não precisa competir com as enormes cúpulas azuis da Catedral Nova para chamar atenção. Ela tem sua própria personalidade e faz parte daquele conjunto de pequenas descobertas que tornam uma caminhada por Cuenca tão agradável.
Olhar da viajante solo 50+
A localização da igreja facilita muito a visita para quem está viajando sozinha. Ela pode ser incluída em um roteiro a pé junto com o Mercado de Flores, a Calle Santa Ana e outros atrativos do Centro Histórico.
Minha dica é aproveitar a proximidade entre os lugares e fazer esse trecho sem pressa. Em viagens solo, ter liberdade para parar quando algo chama nossa atenção é uma das melhores partes do passeio. E Cuenca é uma cidade que recompensa esse tipo de caminhada.
Informações práticas
Localização: Centro Histórico de Cuenca, na região próxima ao Mercado de Flores.
Destaque: arquitetura religiosa e integração com o conjunto histórico da cidade.
Como visitar: a pé, combinando com outras atrações do Centro Histórico.
SLDICAS: aproveite a visita para conhecer também o Mercado de Flores e caminhar pelas ruas históricas do entorno.
Vale a pena?
Sim! Principalmente para quem gosta de arquitetura, história e patrimônio religioso. A Igreja de El Carmen de la Asunción é uma parada fácil de incluir no roteiro e ajuda a completar o mosaico histórico do Centro de Cuenca.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas de percorrer uma cidade histórica: quando você pensa que já viu todas as igrejas, Cuenca aparece com mais uma fachada para admirar.

16. Marabú Picantería: uma experiência gastronômica em Cuenca
Depois de tantas caminhadas pelo Centro Histórico, nada melhor do que sentar à mesa e conhecer um pouco de Cuenca também pelo sabor. Foi no Marabú Picantería que tivemos uma experiência gastronômica especialmente marcante durante nossa passagem pela cidade. O restaurante foi uma das paradas do tour e nos apresentou a uma preparação que desperta curiosidade em muitos visitantes: o tradicional cuy assado, um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia andina equatoriana.
O cuy, conhecido no Brasil como porquinho-da-índia, faz parte da alimentação tradicional dos povos andinos há séculos e ocupa um lugar importante na cultura gastronômica do Equador. Para quem chega de outra realidade culinária, a experiência pode causar surpresa. Mas provar a gastronomia local também significa estar disposto a conhecer costumes diferentes dos nossos e entender que a comida conta histórias tão importantes quanto os monumentos.
No Marabú Picantería, o cuy assado foi apresentado como parte dessa tradição. A preparação chama atenção não apenas pelo sabor, mas também pela forma como o prato chega à mesa. É uma experiência que provoca curiosidade antes mesmo da primeira mordida e que, para quem gosta de gastronomia de viagem, merece ser vivida pelo menos uma vez.
Minha experiência no Marabú Picantería
Confesso que o cuy foi daqueles pratos que despertam curiosidade, respeito e uma boa dose de coragem gastronômica.
Mas foi justamente essa vontade de experimentar algo genuinamente ligado à cultura local que tornou a experiência tão interessante. Em viagens, nem tudo precisa parecer familiar. Algumas das melhores lembranças surgem quando nos permitimos sair um pouquinho da nossa zona de conforto e experimentar sabores que contam a história de outro povo.
E aqui faço uma ressalva importante: gastronomia é também memória afetiva e costume cultural. O que pode parecer inusitado para uma pessoa faz parte da tradição alimentar de outra. Por isso, minha experiência foi de curiosidade e respeito, procurando conhecer o prato dentro do contexto da cultura equatoriana.


Olhar da viajante solo 50+
Para quem viaja sozinha, experiências gastronômicas como essa podem ser uma maneira deliciosa de conhecer a cultura local. Não é preciso estar acompanhado para experimentar um prato diferente ou descobrir um restaurante tradicional. Pelo contrário: viajar solo muitas vezes nos dá liberdade para escolher exatamente aquilo que queremos provar.
Minha dica é pesquisar previamente os pratos típicos do destino e, quando algo despertar curiosidade, experimentar sem preconceito. Se você tiver alguma restrição alimentar ou dúvida sobre os ingredientes e o preparo, pergunte ao restaurante antes de fazer o pedido.
Informações práticas
Restaurante: Marabú Picantería.
Experiência: gastronomia tradicional equatoriana, com destaque para o cuy assado.
SLDICAS: se você quiser experimentar pratos típicos durante uma viagem pelo Equador, vale conversar com os restaurantes sobre os ingredientes e as formas de preparo. Isso ajuda a escolher a experiência de acordo com seu paladar.
Vale a pena?
Sim, especialmente para quem gosta de gastronomia cultural e experiências diferentes. O Marabú Picantería foi uma oportunidade de experimentar um prato tradicional dentro do contexto da culinária equatoriana e acrescentar mais uma dimensão à viagem por Cuenca.
Porque viajar também é sentar à mesa de outro lugar, olhar para o prato e pensar: “Isso eu nunca comi na vida… mas vim até aqui para conhecer. Então, bora!”
E os pezinhos nervosinhos, depois de tanta caminhada, agradecem.
CUENCA PARA A VIAJANTE SOLO 50+
Cuenca me pareceu uma cidade especialmente agradável para quem gosta de viajar sozinha e descobrir um destino caminhando. Grande parte das atrações que conheci durante o tour guiado com a Secretaria de Turismo está concentrada no Centro Histórico, o que facilita bastante a organização do roteiro. Igrejas, praças, mercados, museus, ruas históricas e espaços culturais podem ser combinados em um mesmo passeio, sem a necessidade de grandes deslocamentos.
Outro ponto que considero muito positivo é a possibilidade de alternar atrações mais estruturadas com experiências espontâneas. Você pode começar o dia conhecendo uma catedral, passar por um mercado, parar para fotografar uma rua histórica, entrar em um espaço de artesanato e terminar tomando um café em um antigo pátio colonial. Essa liberdade de montar o dia de acordo com o próprio ritmo é uma das grandes vantagens de viajar sozinha.
Para quem já passou dos 50, também valorizo destinos que permitem conhecer bastante sem transformar a viagem em uma maratona. Em Cuenca, é perfeitamente possível fazer pausas, sentar em uma praça, tomar um café, observar o movimento e continuar quando os pezinhos estiverem prontos para a próxima aventura.
Minha experiência como viajante solo 50+
O tour guiado com a Secretaria de Turismo acrescentou uma dimensão especial à minha experiência. Ter alguém conhecendo profundamente a cidade para contextualizar os lugares fez diferença, principalmente em atrações como o CEMUART e no encontro com Adolfo Adrovo Ochoa. São experiências que talvez não tivessem o mesmo significado em uma caminhada feita apenas seguindo um mapa.
Ao mesmo tempo, Cuenca também se mostrou uma cidade gostosa para simplesmente caminhar. E essa combinação foi perfeita para mim: alguns momentos com acompanhamento e contexto; outros com liberdade para olhar, fotografar e seguir no meu próprio ritmo.
No fim, acredito que essa seja uma das maiores riquezas de viajar sozinha depois dos 50: não precisamos provar nada para ninguém. Podemos escolher o ritmo, fazer uma pausa quando quisermos, entrar onde nossa curiosidade mandar e simplesmente aproveitar a experiência. E Cuenca combina muito bem com essa liberdade.

DICAS PRÁTICAS PARA CONHECER CUENCA
Conhecer Cuenca pelo Centro Histórico é uma experiência que combina muito bem com caminhadas. Como várias das atrações estão relativamente próximas umas das outras, vale organizar o roteiro por regiões e aproveitar o percurso para observar as fachadas, entrar em pequenas lojas, fazer pausas e descobrir lugares que não estavam necessariamente no plano inicial. Um bom calçado confortável faz toda diferença, principalmente se você pretende passar várias horas explorando a cidade a pé.
Faça um roteiro por proximidade
Uma das melhores estratégias é agrupar as atrações que ficam na mesma região. Catedral da Imaculada Conceição, Parque Calderón, Catedral Vieja, Mercado de Flores, Calle Santa Ana e outros pontos do Centro Histórico podem ser combinados no mesmo passeio. O CEMUART, o Mercado 10 de Agosto e o Museo del Sombrero de Paja Toquilla também podem entrar em um roteiro integrado.
Assim, você evita deslocamentos desnecessários e consegue aproveitar melhor o tempo. E não se esqueça de deixar pequenos intervalos livres. Cuenca é o tipo de cidade em que uma fotografia, uma fachada bonita ou uma cafeteria charmosa pode perfeitamente alterar o roteiro. E, sinceramente, ainda bem!
Caminhe no seu ritmo
Para quem viaja sozinha, caminhar pelo Centro Histórico é uma delícia, mas não transforme o passeio em uma competição contra o relógio. Faça pausas, sente em uma praça, tome um café e aproveite para observar a cidade.
Se estiver cansada, utilize transporte por aplicativo ou táxi para complementar o percurso. A melhor viagem é aquela em que você chega ao fim do dia feliz com o que viu, e não contabilizando quantos quilômetros os pezinhos conseguiram sobreviver.
Vale fazer um tour guiado?
No caso de Cuenca, eu recomendo. Minha experiência com o tour guiado pela Secretaria de Turismo mostrou como a presença de um profissional que conhece a história local pode transformar uma simples caminhada em uma experiência muito mais rica.
Foi graças ao roteiro guiado que conheci lugares, histórias e personagens que dificilmente teriam o mesmo significado sem contextualização. O encontro com Adolfo Adrovo Ochoa é um excelente exemplo: mais do que visitar um espaço de artesanato, tivemos a oportunidade de ouvir diretamente de seu protagonista uma trajetória dedicada à música e ao patrimônio sonoro dos Andes.
Reserve espaço para fotografar
Cuenca é extremamente fotogênica. As cúpulas azuis da Catedral, as praças, os mercados, as ruas antigas, os pátios coloniais e os detalhes arquitetônicos oferecem inúmeros cenários.
Minha dica é não fotografar apenas os grandes cartões-postais. Preste atenção também às portas, janelas, flores, texturas, placas e pequenos detalhes. Muitas vezes, são justamente essas imagens que ajudam a contar melhor a história de uma viagem.
Para quem viaja sozinha
Mantenha os cuidados básicos com seus pertences em áreas movimentadas, especialmente em mercados e regiões de grande circulação. Evite caminhar distraída com o celular na mão e prefira explorar áreas mais movimentadas quando estiver sozinha.
Também vale verificar previamente os horários de funcionamento dos espaços que deseja visitar, especialmente igrejas, museus e atrações que podem ter horários específicos de visitação.
E, acima de tudo, não tenha pressa. Cuenca merece ser descoberta com olhos curiosos e passos tranquilos.
Uma última dica
Não tente encaixar absolutamente tudo em um único dia. O Centro Histórico pode parecer compacto no mapa, mas são tantos detalhes que um roteiro excessivamente apertado acaba tirando justamente aquilo que torna a experiência especial.
Deixe espaço para o inesperado. Porque foi justamente quando eu estava seguindo um roteiro que Cuenca me presenteou com algumas das histórias mais interessantes da viagem.
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Durante a minha viagem, optei por realizar os deslocamentos terrestres com amplo suporte logístico da agência local Ocean Pacific Travel, o que proporcionou tranquilidade, segurança e permitiu aproveitar melhor cada etapa do roteiro sem preocupações com horários, conexões ou bagagens.
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VALE A PENA CONHECER CUENCA?
Sem dúvida! Depois de percorrer seu Centro Histórico, conhecer igrejas, mercados, espaços de artesanato, museus, praças, ruas antigas e experimentar sua gastronomia, fica fácil entender por que Cuenca ocupa um lugar tão especial no roteiro equatoriano. A cidade consegue reunir patrimônio histórico, cultura, tradição e vida cotidiana em uma área que pode ser explorada com tranquilidade, especialmente para quem gosta de caminhar.
Mas talvez o maior encanto de Cuenca esteja justamente naquilo que não aparece em uma lista de atrações. Está no encontro com um artesão que dedicou quase cinco décadas à preservação do patrimônio sonoro dos Andes, nos apitos de argila, nas flores de uma banca de mercado, no pátio colonial onde hoje funciona um café, na rua antiga que parece ter parado no tempo e naquela vista das cúpulas azuis que nos faz parar por alguns segundos.
Para mim, Cuenca foi uma cidade de descobertas delicadas. Não precisei correr atrás de grandes aventuras para me surpreender. Bastou caminhar, olhar com atenção, ouvir histórias e permitir que a cidade se revelasse aos poucos. E talvez seja justamente por isso que ela funcione tão bem para quem viaja sozinha: Cuenca não exige pressa. Ela convida à presença.
CONCLUSÃO
Se você estiver planejando uma viagem pelo Equador, minha sugestão é simples: reserve alguns dias para Cuenca e não a trate apenas como uma parada entre outros destinos. A cidade merece tempo para ser descoberta.
E se você quiser começar o planejamento da sua viagem com todas as informações essenciais, não deixe de conferir também o meu Guia Completo de Cuenca, onde reuni informações práticas para ajudar você a organizar sua viagem.
Aqui, compartilhei as experiências que vivi e os lugares que conheci durante meu tour guiado com a Secretaria de Turismo. Agora é sua vez de descobrir Cuenca do seu jeito.
Porque algumas cidades a gente visita. E outras a gente leva na memória. Cuenca, definitivamente, ficou comigo.
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Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @sandra.lucia.viagens
CONTINUE EXPLORANDO O EQUADOR
Depois de descobrir Cuenca, seus patrimônios, sabores, tradições e histórias, continue explorando outros destinos desse país surpreendente através dos demais artigos da série Equador, aqui no Blog Sandra Lucia Viagens.
De Quito a Otavalo, do imponente Cotopaxi às paisagens de Baños, passando por Ambato e agora por Cuenca, cada destino revela uma faceta diferente do Equador. E ainda temos muitos caminhos, experiências e descobertas para compartilhar.
Continue viajando comigo e descubra o Equador além dos cartões-postais explorando os guias do SLVIAGENS:
• Guia Completo do Equador
• 8 cidades imperdíveis no Equador
• Guia Completo de Quito
• Guia Completo de Otavalo
• Guia Completo do Parque Nacional Cotopaxi
• Guia Completo de Ambato
• Guia Completo de Baños de Agua Santa
• Guia Completo de Cuenca
• Guia Completo do Parque Nacional El Cajas
• Guia Completo de Guayaquil

Sandra Lucia | Viajante Solo 50+ pelo Mundo
Transformando destinos em histórias e cada viagem em inspiração para quem acredita que nunca é tarde para explorar o mundo.






















