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Blog Sandra Lucia Viagens

O que fazer em Guayaquil: atrações e experiências imperdíveis

Malecón 2000 – Equador/EC

Guayaquil surpreende justamente quando deixamos de enxergá-la apenas como uma cidade de passagem. A maior cidade do Equador, às margens do rio Guayas, reúne história, natureza, arquitetura, cultura e uma identidade própria, que se revela aos poucos em seus bairros, parques e espaços públicos.

 

Em minha passagem pela cidade, escolhi conhecer alguns lugares que ajudam a contar essa história. Entre eles está o Parque Histórico de Guayaquil, uma experiência que reúne natureza, patrimônio arquitetônico e tradições; o antigo bairro de Las Peñas, com suas casas coloridas e atmosfera histórica; o Cerro Santa Ana, alcançado por uma longa escadaria e coroado por uma das vistas mais bonitas da cidade; e o Malecón Simón Bolívar, também conhecido como Malecón 2000, que acompanha o rio Guayas e se tornou um dos grandes símbolos de Guayaquil.

 

Cada um desses lugares apresenta uma faceta diferente da cidade. No Parque Histórico, encontrei um verdadeiro mergulho na memória e na biodiversidade; em Las Peñas e no Cerro Santa Ana, história, arquitetura e paisagem se encontram; já no Malecón, Guayaquil mostra sua face mais urbana, aberta e contemporânea.

 

Neste artigo, compartilho os lugares que fizeram parte da minha experiência, contando o que encontrei em cada um deles e por que vale a pena incluí-los no roteiro. Afinal, conhecer uma cidade não é apenas marcar pontos no mapa. É caminhar por suas histórias, observar seus detalhes e deixar que cada lugar conte um pouquinho de quem ele é.

 

Antes de começar o passeio…

 

Se você está planejando uma viagem a Guayaquil, vale começar pelo Guia Completo de Guayaquil. Nele reuni as informações essenciais para organizar a viagem, incluindo como chegar, melhor época para visitar, onde se hospedar, transporte, quantos dias ficar, gastronomia e dicas para quem viaja sozinha depois dos 50.

 

Agora que a parte prática está resolvida, é hora de sair do planejamento e conhecer Guayaquil pelos lugares que fizeram parte da minha experiência. Vamos descobrir juntos o que encontrei pelo caminho?

 

 

O QUE FAZER EM GUAYAQUIL

Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC

PARQUE HISTÓRICO DE GUAYAQUIL

Visitar o Parque Histórico de Guayaquil é fazer uma viagem por diferentes capítulos da história e da identidade da cidade sem precisar sair do mesmo lugar. Criado pelo Banco Central do Equador e inaugurado em 1999, o parque foi concebido como um espaço para preservar e apresentar aspectos do patrimônio natural, arquitetônico e cultural de Guayaquil e da antiga província de Guayaquil.

 

O espaço é organizado em três grandes zonas: Vida Silvestre, Arquitetura Urbana e Tradições. A proposta é mostrar a relação entre a natureza da região e o desenvolvimento da cidade, além de preservar construções históricas e manifestações culturais que fazem parte da memória guayaquilenha.

 

Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC

Zona de Vida Silvestre
É a parte em que a natureza assume o protagonismo. A área reproduz ambientes característicos da costa equatoriana e permite observar espécies da fauna e da flora locais, criando uma experiência muito diferente daquela de um zoológico convencional. Caminhar por esse trecho é entrar em contato com uma pequena representação dos ecossistemas que originalmente cercavam Guayaquil.

Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC

Além dos animais, a vegetação tem papel importante na experiência. Manguezais, árvores e outras espécies características da região ajudam a construir o cenário e mostram como a biodiversidade costeira faz parte da própria identidade do território.

 

Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC

Zona de Arquitetura Urbana
Aqui o visitante muda completamente de cenário. Algumas construções históricas foram transferidas de seus locais originais e restauradas dentro do parque, permitindo preservar exemplares da arquitetura tradicional de Guayaquil que poderiam desaparecer com as transformações urbanas.

 

Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC

Casarões, mobiliário, jardins e detalhes arquitetônicos ajudam a imaginar como era a vida na cidade em outros períodos. É uma parte especialmente interessante para quem gosta de história, fotografia e arquitetura, porque os edifícios não aparecem isolados: formam um conjunto que recria ambientes de uma Guayaquil de outras épocas.

 

Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC

Zona de Tradições
Na terceira área, o foco passa para os costumes e manifestações culturais da região. O visitante encontra referências às antigas fazendas costeiras, ao trabalho rural, à produção agrícola e às tradições que ajudaram a formar a identidade cultural de Guayaquil.

 

É também onde o parque consegue mostrar que patrimônio não se resume a edifícios antigos. Tradições, modos de vida, trabalho, gastronomia e manifestações populares também fazem parte da memória de um povo.

 

Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC Parque Histórico de Guayaquil – Equador/EC

Minha experiência
O Parque Histórico foi uma experiência particularmente interessante porque, em um único passeio, conseguis perceber três dimensões diferentes de Guayaquil: sua natureza, sua história e sua cultura. Não é apenas um lugar para visitar e fotografar. É um espaço que ajuda a compreender melhor a cidade antes mesmo de sair para explorá-la.

 

E talvez essa seja a melhor maneira de começar nosso roteiro por Guayaquil: primeiro entender um pouco de onde a cidade veio, para depois caminhar por aquilo que ela se tornou.

 

ANTIGO BAIRRO DE LAS PEÑAS Guayaquil – Equador/EC ANTIGO BAIRRO DE LAS PEÑAS Guayaquil – Equador/EC

ANTIGO BAIRRO DE LAS PEÑAS

Se existe um lugar que ajuda a revelar a alma histórica de Guayaquil, Las Peñas certamente está entre eles. Localizado aos pés do Cerro Santa Ana, o antigo bairro preserva parte de seu tradicional casario de madeira, com fachadas coloridas, portas, janelas e detalhes arquitetônicos que remetem aos primeiros tempos da cidade. O bairro também é considerado o local onde Guayaquil começou a se desenvolver como núcleo urbano.

 

Caminhar por suas ruas é uma experiência deliciosa para quem gosta de história e fotografia. As casas coloridas, muitas delas restauradas, convivem com pequenos restaurantes, cafés, galerias e ateliês, criando uma atmosfera que mistura patrimônio e vida cotidiana. A tradicional Numa Pompilio Llona, uma das ruas mais conhecidas do bairro, acompanha a margem do rio Guayas e oferece um passeio especialmente agradável.

 

Las Peñas também guarda uma curiosidade que ajuda a entender sua importância cultural: entre suas antigas residências estão casas relacionadas a personalidades que fizeram parte da história política e cultural do Equador. O bairro passou por diferentes processos de recuperação e hoje é um dos espaços mais emblemáticos de Guayaquil.

ESCADARIA E O CERRO SANTA ANA Guayaquil – Equador/EC

Minha experiência
A passagem por Las Peñas foi daquelas caminhadas em que a gente naturalmente diminui o passo. Cada fachada chama atenção para um detalhe diferente, e a combinação das cores com o casario tradicional rende fotografias lindas. É um lugar para olhar para cima, observar as portas, as janelas e os pequenos detalhes, em vez de simplesmente atravessar o bairro pensando no próximo ponto do roteiro.

 

E foi justamente dali que seguimos para outra experiência que exigiu um pouquinho mais dos nossos pezinhos nervosinhos: a famosa escadaria que leva ao Cerro Santa Ana.

 

ESCADARIA E O CERRO SANTA ANA Guayaquil – Equador/EC ESCADARIA E O CERRO SANTA ANA Guayaquil – Equador/EC

A ESCADARIA E O CERRO SANTA ANA

Depois de conhecer o antigo bairro de Las Peñas, chegamos à famosa escadaria que conduz ao Cerro Santa Ana, um dos símbolos de Guayaquil. São 444 degraus até o alto, em um percurso ladeado por casas coloridas, pequenos comércios, cafés e outros estabelecimentos que dão vida ao caminho.

 

A escadaria começa em Las Peñas e vai ganhando altura entre as construções coloridas. Pelo caminho, o visitante encontra diferentes pontos para fazer uma pausa e observar a paisagem. No alto do Cerro Santa Ana estão o tradicional farol e um mirante com vista panorâmica para Guayaquil, o rio Guayas e diferentes áreas da cidade.

 

Minha experiência
Conheci a escadaria, caminhei pela região e apreciei o Cerro Santa Ana, mas não fiz a subida até o topo. E faço questão de registrar isso porque viajar também significa respeitar nossos limites e escolher o que faz sentido para cada momento da viagem.

 

A escadaria tem 444 degraus e não precisamos subir todos eles para conhecer a região e entender sua importância para Guayaquil. Para quem viaja sozinha depois dos 50, essa é uma informação que considero especialmente importante: cada pessoa deve avaliar seu condicionamento, o calor, o ritmo do dia e sua disposição antes de encarar a subida.

 

E aqui entra uma das coisas que mais gosto na viagem: não existe um carimbo dizendo que você só conheceu um lugar se chegou até o último degrau. Conheci Las Peñas, vi a famosa escadaria, estiveno Cerro Santa Ana e segui o passeio. Sem culpa, sem competição e, principalmente, sem sacrificar os joelhos em nome de uma fotografia.

 

MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC

MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000

Às margens do rio Guayas, o Malecón Simón Bolívar, conhecido como Malecón 2000, é um dos grandes símbolos de Guayaquil. O espaço se estende por cerca de 2,5 quilômetros e reúne áreas verdes, monumentos, praças, restaurantes, espaços culturais, entretenimento e belas perspectivas do rio. Atualmente, cerca de 2 milhões de pessoas circulam pelo Malecón todos os meses, o que dá uma boa ideia de sua importância para a cidade.

 

Entre os pontos mais emblemáticos está o Hemiciclo de La Rotonda, monumento que recorda o histórico encontro entre Simón Bolívar e José de San Martín, ocorrido em Guayaquil em 1822. O local se tornou uma das imagens mais reconhecidas da cidade e uma parada praticamente obrigatória para quem visita o Malecón pela primeira vez.

 

O Malecón também é um espaço para simplesmente caminhar e observar Guayaquil. Ao longo do percurso, jardins, monumentos, áreas de descanso, restaurantes e diferentes atrações vão compondo a paisagem. Atualmente, o espaço passa por um processo de renovação que inclui melhorias de infraestrutura, acessibilidade, iluminação e segurança, além da ampliação das opções culturais, gastronômicas e de entretenimento.

MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC

Minha experiência
Minha experiência no Malecón Simón Bolívar foi de um passeio agradável e muito representativo da cidade. Caminhar às margens do Guayas permite perceber uma Guayaquil diferente daquela encontrada em Las Peñas ou no Parque Histórico. Aqui, a cidade aparece mais aberta, movimentada e contemporânea, com o rio funcionando como uma espécie de grande moldura para a paisagem urbana.

 

Gostei especialmente de poder caminhar sem a necessidade de transformar o passeio em uma corrida pelos pontos turísticos. O Malecón convida justamente a isso: andar, observar, fotografar e simplesmente deixar Guayaquil acontecer diante dos olhos. E, depois de tantos degraus que eu não subi no Cerro Santa Ana, confesso que apreciar um passeio plano teve seu valor!

 

Se houver tempo, também vale considerar um passeio de barco pelo rio Guayas. Os embarques turísticos partem do próprio Malecón 2000 e oferecem uma perspectiva diferente da cidade, com vista para áreas como Puerto Santa Ana e a chamada Cidade Nova.

 

Para mim, o Malecón foi um daqueles lugares que ajudam a fechar o retrato de Guayaquil. Depois de conhecer sua natureza, sua arquitetura histórica e seus bairros tradicionais, estar diante do rio mostra uma cidade que olha para o futuro sem deixar de carregar sua história.

 

Malecón 2000 – Equador/EC

Um detalhe que merece uma parada
No final do Malecón, encontrei um dos elementos mais fotogênicos do passeio: o grande letreiro “GUAYAQUIL”, colorido e com uma proposta visual bastante moderna e tecnológica. As letras iluminadas e cheias de cores contrastam com a paisagem do rio e criam aquele cenário irresistível para uma fotografia.

 

É uma parada rápida, mas daquelas que a gente não quer deixar passar. Afinal, depois de caminhar por tantos lugares históricos, terminar o passeio diante de um GUAYAQUIL vibrante, colorido e contemporâneo é quase como a cidade dizendo: “Muito prazer, esta também sou eu!”

 

E, claro… a foto no letreiro é praticamente obrigatória!

 

COMO ORGANIZAR OS PASSEIOS EM GUAYAQUIL

Os lugares que visitei em Guayaquil podem ser organizados em dois grandes circuitos, o que facilita bastante o planejamento. O Parque Histórico fica melhor reservado para um período próprio, já que sua proposta é diferente e merece tempo para percorrer as três zonas com calma.

 

Las Peñas, a escadaria do Cerro Santa Ana e o Malecón Simón Bolívar podem ser combinados no mesmo roteiro. Essa proximidade permite conhecer o antigo bairro, observar a famosa escadaria e depois seguir para o Malecón, aproveitando o passeio às margens do rio Guayas.

 

MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC

Uma sugestão de roteiro
Dia 1: Parque Histórico de Guayaquil, com tempo para conhecer as zonas de Vida Silvestre, Arquitetura Urbana e Tradições.

 

Dia 2: Las Peñas + escadaria do Cerro Santa Ana + Malecón Simón Bolívar/Malecón 2000. Como eu não subi até o topo do Cerro, meu passeio foi mais tranquilo e concentrou-se na região de Las Peñas e na parte acessível da escadaria.

 

Se você tiver três dias, pode distribuir melhor os passeios e reservar tempo para gastronomia, compras ou outras atrações que não fizeram parte da minha experiência. Guayaquil possui uma oferta turística bem mais ampla do que os lugares que apresento aqui, e não é preciso transformar a viagem numa competição de “quantos pontos consigo riscar do mapa antes do jantar”.

 

Minha experiência
Eu prefiro esse tipo de organização porque permite conhecer os lugares com mais calma, sem passar o dia inteiro correndo de uma atração para outra. Em uma viagem solo, isso faz ainda mais diferença: posso decidir quanto tempo quero permanecer em cada lugar, fazer uma pausa quando tenho vontade e adaptar o passeio ao meu ritmo.

 

E foi exatamente assim que vivi Guayaquil. Não tentei conhecer tudo. Conheci alguns lugares que considerei especiais e aproveitei cada um deles à minha maneira. Para mim, essa é uma das melhores partes de viajar sozinha depois dos 50: finalmente entendemos que o roteiro existe para nos servir, e não o contrário.

 

Malecón 2000 – Equador/EC

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MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC

GUAYAQUIL PARA QUEM VIAJA SOZINHA DEPOIS DOS 50

Minha experiência em Guayaquil mostrou que é perfeitamente possível aproveitar a cidade viajando sozinha, desde que o roteiro seja planejado com bom senso e sem pressa. Eu preferi concentrar os passeios durante o dia, organizar previamente os deslocamentos e escolher uma hospedagem com boa estrutura, o que me deu mais tranquilidade para circular pela cidade.

 

Nos lugares que visitei, procurei respeitar meu próprio ritmo. No Parque Histórico, pude caminhar com calma pelas diferentes zonas; em Las Peñas, aproveitei o casario e a atmosfera do bairro; e, diante dos 444 degraus do Cerro Santa Ana, fiz uma escolha muito simples: não subir. Para mim, isso também faz parte de viajar depois dos 50. Conhecer um destino não significa cumprir todas as provas físicas que ele oferece.

 

O calor de Guayaquil também merece consideração. Eu recomendo sair com roupas leves, água, protetor solar, chapéu e calçados confortáveis. Para quem pretende caminhar bastante pelo Malecón ou conhecer Las Peñas, vale programar os passeios para os horários mais agradáveis e fazer pausas sempre que necessário. E, claro, não é preciso transformar cada deslocamento em aventura: táxi autorizado ou aplicativo podem ser escolhas mais confortáveis para trajetos maiores.

 

Minha experiência
Eu me senti muito bem fazendo os passeios que escolhi, justamente porque não tentei conhecer Guayaquil inteira em um único roteiro. Fui aos lugares que realmente queria conhecer, respeitei meus limites e deixei espaço para observar, fotografar e simplesmente aproveitar.

 

Ao mesmo tempo, considero importante não romantizar a questão da segurança. Guayaquil vem reforçando medidas de monitoramento em áreas turísticas, inclusive em Las Peñas e Cerro Santa Ana, mas as autoridades locais continuam apontando a necessidade de atenção nesses setores. O próprio Malecón 2000 também mantém medidas de segurança e vem passando por investimentos em infraestrutura, acessibilidade e proteção dos visitantes.

 

Minha regra foi simples: atenção sem paranoia e liberdade com responsabilidade. Viajar sozinha depois dos 50 me ensinou que autonomia não significa fazer tudo sozinha a qualquer custo. Significa saber escolher, respeitar o próprio ritmo e tomar decisões que façam a gente se sentir bem. E, em Guayaquil, foi exatamente assim que aproveitei minha experiência.

 

LOCAÇÃO DE VEÍCULOS

Para quem deseja autonomia e flexibilidade, o aluguel de carro costuma funcionar muito bem, pois permite explorar o destino e restaurantes fora do circuito turístico. Além disso, muitas estradas da região são boas e relativamente simples para dirigir.

 

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MALECÓN SIMÓN BOLÍVAR / MALECÓN 2000 Guayaquil – Equador/EC

CONCLUSÃO
Guayaquil foi o último capítulo de uma viagem que me apresentou diferentes faces do Equador. Depois das paisagens andinas, dos vulcões, das cidades históricas e das experiências que marcaram cada etapa do caminho, encontrei na costa um país diferente, mais tropical, vibrante e urbano. E foi justamente essa diversidade que tornou a jornada tão especial.

 

Entre as experiências que vivi em Guayaquil, o Parque Histórico me permitiu conhecer um pouco da natureza, da arquitetura e das tradições que fazem parte da identidade da cidade. Em Las Peñas, caminhei por um dos seus bairros históricos e cheguei diante da famosa escadaria do Cerro Santa Ana. Não subi os 444 degraus, é verdade, mas aprendi mais uma vez que viajar também significa saber escolher os próprios limites. No Malecón Simón Bolívar, às margens do rio Guayas, encontrei uma Guayaquil mais aberta, contemporânea e cheia de movimento.

 

Ao terminar essa viagem, fica a sensação de que o Equador é muito maior e mais diverso do que qualquer roteiro consegue explicar. Cada cidade acrescentou uma cor, um sabor, uma paisagem ou uma história à minha experiência. E talvez essa seja a maior riqueza de viajar: descobrir que um país não cabe em fotografias, mapas ou listas de atrações. Ele se revela aos poucos, nos encontros, nos caminhos e também nas escolhas que fazemos durante a jornada.

 

Guayaquil encerra esta aventura, mas não encerra as histórias que ela deixou. Volto para casa com a mala cheia de lembranças, o coração repleto de experiências e a certeza de que ainda há muitos lugares no mundo esperando pelos meus passos. Afinal, enquanto houver estrada, haverá uma viajante pronta para descobrir o que existe depois da próxima curva.

 

E os pezinhos nervosinhos de Sandra Lucia? Esses voltam inteiros, felizes e muito agradecidos por terem sido poupados dos 444 degraus.

 

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O planejamento da sua viagem pelo Equador ficou mais claro? Caso haja alguma dúvida, por favor, deixe sua pergunta nos comentários e responderei o mais breve possível.

 

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @sandra.lucia.viagens

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